Como simplificamos a forma de calcular a eficiência de uma caldeira

Como simplificamos a forma de calcular a eficiência de uma caldeira

Quando falamos em indústrias e buscamos por imagens na internet, geralmente aparecem fotos de unidades gigantescas onde é destacado as plantas de geração de energia térmica. Em outras palavras, onde ficam localizadas caldeiras industriais de grandes empresas.

Mas o que é uma caldeira? Em resumo, é um dos elementos fundamentais para “geração de vapor” ou, tecnicamente falando, em energia térmica  para o setor industrial como: sucroalcooleiro, têxtil, OEM, agroindustrial, borracha, bebidas, cimento, couro, embalagens, fertilizantes, florestal, madeireiro, metalúrgico, papel e celulose, bioenergia entre outros.

Como o uso desses equipamentos é amplo, e tem um universo global de fabricantes de caldeiras industriais – OEM, percebemos um discurso comum na hora de vender as caldeiras. Qual empresa fabrica as caldeiras com maior eficiência?

Para entender sobre eficiência energética em caldeiras uso a citação do Sr. Eng. Rodrigo Lorensetti – CEO da empresa COONTROL 

“A eficiência energética em caldeiras industriais é definida como o potencial de conversão da energia contida no combustível que será necessária para se produzir determinado volume de vapor (energia).

Sabe-se também que a eficiência térmica de caldeiras industriais, essencialmente aquelas do tipo flamotubulares, costumam oscilar entre 80 e 85%. O problema acontece quando esse rendimento decai muito, obrigando a indústria a fazer uma correção imediata, caso não queira perder dinheiro.”

A COONTROL é considerada referência em  potencializar as caldeiras industriais quanto aos requisitos de eficiência energética.

Com esse enredo, e parceria com a COONTROL, vamos levantar a situação problema para apresentar a alternativa que construímos para facilitar o acesso a essas informações.

Situação Problema:

O que precisamos saber para fazer o cálculo de eficiência energética nas caldeiras

Primeiramente, existem algumas frentes de trabalho que definem o processo de medição da eficiência energética de uma caldeira. São eles:

  • Método direto

Cuja a fórmula de cálculo é:

formula-eficiencia-energetica-metodo-direto

  • Método de perdas (ou método indireto)

O cálculo é apresentado da seguinte fórmula:

formula-eficiencia-energetica-metodo-indireto

Ambos os métodos são utilizados para realizar os cálculos da eficiência energética de caldeiras. Com as mais diversas tecnologias apresentadas no mercado, o que mais encontramos foram planilhas que facilitam as avaliações, mas que exigem tempo para realizar o cálculo, como por exemplo:

  • PCI – Poder Calorífico Inferior;
  • Tipo de combustível utilizado nas caldeiras;
  • Entalpia de vapor
  • Temperatura da água de alimentação;
  • Entre outras 

A origem da Calculadora de eficiência energética para caldeiras. 

Com a expertise e know-how da equipe técnica e de engenheiros da COONTROL, aliado à trajetória industrial dos profissionais da LABRA, entendeu-se que é possível construir um calculadora digital para realizar todo o processo que anteriormente era manual.

O alinhamento de estratégias da COONTROL e da LABRA, em consonância com o mercado, permitiu disponibilizar essa poderosa ferramenta.

Foram mais de oito meses de desenvolvimento tecnológico e de construção, chegando no que podemos chamar de “perfeição técnica”.

 

A Calculadora de Eficiência Energética para Caldeiras

Primeiramente, para entender o funcionamento da calculadora sugerimos assistir ao treinamento ministrado pelo Eng. Rodrigo Lorensetti da COONTROL.

banner para saber mais sobre a calculadora de eficiência

A seguir, mostraremos algumas etapas que a calculadora apresenta:

  1. Entrando na Calculadora você se depara com duas opções de cálculo;
  2. Você pode escolher sobre Vapor Superaquecido ou Vapor Saturado;
  3. Quando você entrar no item selecionado, existem campos específicos necessários para rodar a memória de cálculo.
  4. Aparecerá um resumo do relatório sobre a Eficiência Energética Caldeira;
  5. E, ao mesmo tempo, é enviado um e-mail com o relatório em pdf.

O que o relatório apresenta os seguintes pontos:

  • Análise Gráfica da eficiência energética

Algumas das informações contidas no relatório são: Análise gráfica da eficiência energética da caldeira, os limites de eficiência, possibilidade de melhorias aplicadas ao processo, e uma estimativa de economia aplicando as melhorias.

  • Totalizadores de consumo da Caldeira em questão

Nesta parte do formulário, apresentamos a produção que deve ser gerada em períodos de dia, mês e ano, tendo em vista os valores inseridos na alimentação da calculadora de eficiência energética.

  • Combustíveis utilizados 

Neste campo, podemos visualizar o comportamento de umidade, tipos de combustíveis, o PCS – poder calorífico superior, o PCU – Poder calorífico útil, e quais são as misturas usadas na combustão da caldeira em questão.

  • Totalizadores de energia

Nesta etapa do relatório, é apresentada a capacidade produtiva de energia por parte da caldeira, permitindo observar a eficiência ao longo de dias, meses e anos, alertando quanto ao consumo/volume de combustível utilizados na caldeira.

  • Análises de Custos

Nesta etapa vem a parte mais interessante do relatório, onde mostra um dos principais indicadores do custo da caldeira gerados pelo combustível.

O que nos chama a atenção é que muitas empresas não coletam essa informação, e o relatório traz como excelente a fonte de informações para esse excelente indicador.

Finalizamos o relatório com a conclusão, baseada em todo conhecimento adquirido ao longo de mais de vinte anos de mercado, onde viabilizam as fontes de informações e a qualidade do combustível utilizado.

Ficou curioso em usar a calculadora? Realize o teste agora mesmo – Clique aqui

Quais as principais vantagens da calculadora.

Eficiência Energética

Com base nos dados informados pelo usuário, conseguimos realizar cálculos que atendem a normas vigentes e definem resultados do desempenho da caldeira.

Financeiro

Descubra fatores que podem melhorar a eficiência financeira da caldeira industrial.

Relatório

Após o preenchimento você terá acesso ao relatório completo da eficiência.

Análise

Possibilidade de verificar pontos de melhoria na eficiência energética do equipamento.

Resultados

A calculadora foi aprovada por diversos clientes que validaram as informações.

O Resultado que a calculadora eficiência trouxe para o negócio.

Para falar sobre, nada melhor do que o depoimento do próprio cliente. Damos a palavra a quem acreditou no projeto e na capacidade técnica da LABRA para fazer este projeto acontecer.

Rodrigo Lorenzetti

“Ela faz a análise técnica da performance e a classificação energética das caldeiras. Além disso, tem outra função importante, calculando o desempenho financeiro e de custos.

Nessa análise, o cliente/usuário consegue perceber e saber facilmente quanto é possível reduzir custos, com base na operação atual do equipamento. E a LABRA foi parceira fundamental na construção desta ferramenta. Após receberem o levantamento técnico das equações e formulações matemáticas, fizeram a programação rodar/funcionar do jeito que gostaríamos.

O resultado foi incrível. Em seis meses de uso desta ferramenta, tivemos um balanço muito positivo. Foram mais de 700 análises e novas prospecções, que acreditamos serem futuros negócios.

Além dessas prospecções, temos uma riqueza muito grande nas informações. Ou seja, a certeza da viabilidade do playback de cada análise. As propostas não são atoa, têm fundamento técnico por trás e, na prática, são os clientes que fazem essa pergunta: Por que não investir? Quanto custa não investir numa melhoria proposta pela Agência LABRA?”

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Expectativas para indústria em 2021

Expectativas para indústria em 2021

Muitos empreendedores brasileiros tiveram que se reinventar em 2020. A pandemia, provocada pelo novo coronavírus, assustou milhares de pessoas e abalou a economia do país. Em alguns segmentos como o de calçados, a produção caiu cerca de 34%. Mas, o ano de 2021 promete ser promissor para a indústria brasileira.

De acordo com o Ministério da Economia, a indústria pode esperar câmbio forte, juro baixo e  diminuição dos impostos. É que o Governo vai propor uma tributação dos lucros e dividendos, para que a indústria faça seus investimentos.

O Governo também pretende atacar o custo-Brasil e reduzir os custos de energia e de logística, para que possam ajudar as empresas. Isso significa que quem pagar dividendo, pagará mais imposto e quem reinvestir vai pagar menos imposto, beneficiando as empresas.

Mas, além de tudo isso, o que a indústria pode esperar de 2021, quais são as suas maiores expectativas? Confira em nosso post!

Indústria mais planejada

Para que a indústria tenha sucesso no próximo ano, será necessário se planejar. No momento, é preciso cortar custos, revisar processos internos e automatizar a produção. Também é importante evitar compras exageradas de matéria-prima para preservar o caixa da empresa.

O mercado pode esperar um setor que busca novas oportunidades. Um bom exemplo é que, durante a pandemia, muitos negócios direcionaram a sua produção para a fabricação de insumos, necessários no combate ao vírus. Entre as indústrias que mais se destacaram, podemos citar a têxtil, que se dedicou a produção de máscaras de proteção e uniformes para o setor de saúde, com um nicho voltado à proteção antiviral.

Evolução da indústria 4.0

O ano de 2021 será da indústria 4.0. A expectativa é que as empresas utilizem cada vez mais sensores e plataformas, para interagirem com o mundo físico e digital. Isso conecta maquinários e produtos, e ainda, recolhe dados dos processos produtivos para armazená-los em um único lugar. Assim, a indústria 4.0 reduz custos e quem não se adequar à novidade, correrá o risco de perder o espaço em um mercado cada vez mais competitivo.

Além disso, a indústria 4.0 promove os produtos customizáveis, através de sistemas tecnológicos de produção, reduz desperdícios com sobras e ajuda na análise de dados. Com o auxílio de softwares, também é possível compartilhar as linhas de produção, reduzir estoques com a produção sob demanda e aumentar a produtividade com a automatização de processos.

Gestão com foco em pessoas

A expectativa para 2021 é de que a indústria tenha uma gestão mais humanizada. As empresas terão consciência do quanto as pessoas são importantes em todo o processo industrial. Hoje, há um consenso no meio empresarial de que funcionários mais felizes produzem mais.

Além do colaborador ser uma peça fundamental para o crescimento da empresa, a gestão humanizada faz com que os profissionais tenham equilíbrio entre as atividades e necessidades. A ideia é propor soluções para que os colaboradores sintam-se mais compreendidos e transformem as expectativas em produtividade.

Ações de endomarketing

A indústria no próximo ano se voltará ainda mais para as ações de endomarketing. Portanto, observarão as equipes e promoverão a comunicação entre líderes e liderados, criando laços entre os colaboradores. O uso da tecnologia também será peça chave para divulgar a indústria, simplificando os processos e deixando a rotina mais produtiva.

Preocupação com a sustentabilidade

Indústrias que poluem o meio ambiente estarão cada vez mais preocupadas com a sustentabilidade. Por isso, será importante investir em processos de fabricação sustentável. Indústrias como a têxtil, que têm como matéria prima o algodão, estarão preocupadas em oferecer aos clientes roupas sustentáveis.

Assim, uma das preocupações das indústrias em 2021 é atender consumidores mais exigentes, que cobram a responsabilidade em relação aos danos à natureza. As mesmas terão que se preparar para desenvolver técnicas e métodos sustentáveis para produzir materiais ecológicos e preservar os recursos naturais que as atividades afetam.

Empresas sustentáveis mostram aos clientes que se preocupam com a preservação do planeta e, sem dúvida, essa é uma vantagem competitiva da marca em relação à concorrência.

Preocupação com a presença digital

E a última expectativa para 2021 é que a indústria estará preocupada com a presença digital. Afinal, quem não é visto, não é lembrado. Portanto, contar com uma agência capacitada e trabalhar o Marketing Digital será importante para vender mais e ter lucro.

Agora que você já sabe que uma das expectativas para as indústrias em 2021 é a preocupação com a presença digital, que tal fazer um planejamento de marketing? Pense nisso e conheça os serviços de quem realmente entende do assunto!

Gostou do conteúdo? Acesse o nosso próximo post e veja como as indústrias estão faturando na pandemia!

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Manufatura aditiva: o caminho para a indústria 4.0 otimizar recursos e processos

Manufatura aditiva: o caminho para a indústria 4.0 otimizar recursos e processos

A manufatura aditiva transformou o modo como os produtos são fabricados, por isso é frequentemente citada como um dos pilares da quarta revolução industrial.

Segundo um estudo recente, essa tecnologia cresceu 40% nos últimos anos e substituiu processos tradicionais de manufatura como o forjamento, a soldagem e a fundição, trazendo mais agilidade e eficiência a cadeia produtiva. 

É o oposto da forma tradicional de fazer objetos. Em vez de usinar ou “subtrair” material para formar uma peça — da mesma forma que um escultor molda a argila — a impressão 3D adiciona camada sobre camada de matéria-prima para construir uma peça. 

Ficou interessado no assunto? A seguir explicaremos melhor sobre esse processo produtivo e quais são as suas principais aplicações. Acompanhe!

O que é manufatura aditiva?

Também chamada de impressão 3D, a manufatura aditiva produz peças a partir de um modelo digital, que é transformado em um objeto tridimensional à medida que a matéria-prima é adicionada uma camada por vez. 

O processo, portanto, é muito diferente de tecnologias de manufaturas subtrativas como a usinagem CNC ou formativas, como a moldagem por injeção. 

Os materiais utilizados variam de acordo com o processo. Os polímeros são de longe os mais comuns, mas a tecnologia também inclui fotopolímeros, resinas epóxi e metais. Bioinks de última geração, que usam uma mistura de células humanas e gelatina, também são utilizadas para imprimir modelos de tecidos complexos em 3D. Até materiais comestíveis, como chocolate, estão sendo usados nesse processo de fabricação. 

As peças produzidas exibem uma ampla gama de propriedades físicas específicas, variando de objetos opticamente transparentes à peças maleáveis ou elásticas. Uma impressão leva de 4 a 18 horas para ser concluída. Porém, as peças raramente estão prontas para uso fora da máquina e, em geral, requerem algum pós-processamento para atingir o nível desejado de acabamento.

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Quais são as tecnologias da manufatura aditiva?

Existem diferentes tecnologias empregadas na impressão 3D, cada uma delas usada em projetos específicos. As mais conhecidas são:

  • Fused Deposition Modeling (Modelagem de Deposição Fundida), usa filamentos de polímero como matéria-prima;
  • Stereolithography (Estereolitografia), processo no qual resinas sintéticas são solidificadas com luz ultravioleta;
  • Selective Laser Sintering (Sinterização Seletiva a Laser), produz objetos 3D a partir da sinterização de materiais granulados como cerâmica, polímero e metal.

Aplicações da Manufatura Aditiva

A manufatura aditiva está presente em vários setores da economia mundial. Essa aceitação foi impulsionada, em grande parte, pela facilidade de produzir peças detalhadas e pelo baixo custo, quando comparado a outros processos de manufatura. 

Alguns setores utilizam o processo com bastante frequência, entre eles merecem destaque:

1. Indústria Aeronáutica

A impressão 3D é utilizada para construir peças, em metal, para aviões de todos os portes na fábrica da Airbus, na Alemanha. Os objetos impressos são mais leves e duráveis que as peças tradicionais, além de serem mais baratas de produzir. 

2. Indústria automotiva

No setor automotivo a impressão 3D reduz custos e garante a criação de peças mais funcionais e eficientes, uma vez que os modelos podem ser prototipados e testados. Algumas empresas já produzem todo o veículo com essa técnica em apenas algumas horas. 

3. Saúde

A manufatura aditiva oferece muito benefícios ao setor de saúde. A fabricação de próteses, por exemplo, é feita a partir de modelos impressos em 3D que facilitam a confecção de braços biônicos adaptados à necessidade de cada paciente. Além disso, essas peças são fabricadas a um custo bastante reduzido.

Já o mercado odontológico usa a manufatura aditiva para criar próteses personalizadas, resistentes e produzidas em pouco tempo. Nesse caso, o dentista não precisa fazer o molde e esperar que o modelo seja confeccionado, o profissional pode imprimir as peças no consultório e fazer os ajustes que precisar.

Em um futuro próximo, espera-se usar essa tecnologia para imprimir células epiteliais capazes de substituir tecidos queimados de vítimas de acidentes e assim garantir a formação de células integras. Imprimir órgãos do corpo humano é o próximo passo da manufatura aditiva na área da saúde, o que reduzirá filas de transplantes e ajudará a salvar vidas. 

4. Educação

A impressão 3D torna a sala de aula mais dinâmica e atrativa para os alunos, uma vez que os professores podem mostrar para os alunos representações reais de máquinas, motores, objetos, células e várias organelas do corpo humano. 

O futuro da indústria chegou?

A manufatura aditiva faz parte da indústria 4.0. Ferramentas inteligentes como softwares de inteligência artificial, Big Data e a computação em nuvem permitem que a indústria crie soluções customizadas e de qualidade para seus clientes. 

Além de baratear os custos, essa tecnologia permite que empresas de pequeno porte concorram com grandes indústrias do setor e lacem produtos modernos e atrativos, capazes de captar o interesse dos consumidores. 

Agora que você já sabe o que é a manufatura aditiva, aproveite para baixar o e-book Indústria 4.0 e os desafios do setor e fique por dentro do assunto!

Indústrias têxteis no Brasil: perspectivas para 2020

Indústrias têxteis no Brasil: perspectivas para 2020

Por conta das incertezas econômicas e de toda a crise humanitária causada pela recente pandemia, as perspectivas para 2020 das indústrias têxteis no Brasil ainda são incalculáveis.

No entanto, o que temos mensurado até o momento, são alguns desses impactos diretos da crise no setor e também bons exemplos de estratégias adotadas por algumas empresas nacionais, com o intuito de “driblarem” esse período de dificuldades.

Quer entender melhor até onde as indústrias têxteis foram impactadas pela pandemia e como o setor prevê uma possível retomada no futuro? Então, continue a leitura até o final e não se esqueça de tomar nota das dicas. Vamos lá!

Como foi o mercado para as indústrias têxteis nos últimos anos?

Até meados do ano passado, as perspectivas para 2020 nas indústrias têxteis do Brasil eram as mais otimistas, como bem destaca um levantamento da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção — Abit. De acordo com o estudo, as previsões apontavam para uma retomada da produção nacional, assim como para o aumento da geração de empregos.

No mesmo ano, Fernando Pimentel, presidente da Abit, chegou a orientar os empreendedores a respeito das projeções otimistas para o setor:

“Os projetos para impulsionar o setor previstos para o ano que vem e a possibilidade de aprovação de reformas no campo tributário apontam para um ano de retomada da confiança e de emprego e equilíbrio das contas públicas”. 

Esse cenário realmente se consolidou! Segundo uma nova pesquisa da associação, as produções do setor cresceram 51% em novembro de 2019, em relação ao mesmo período em 2018.

Gráfico indústrias têxteis

Fonte: ABIT

Tudo apontava para uma excelente perspectiva para 2020 nas indústrias têxteis, até que o mundo inteiro foi pego de surpresa com a maior pandemia da história recente e as previsões mudaram de uma hora para outra.

Quais são os impactos da pandemia nas indústrias têxteis?

Talvez ainda seja cedo para mensurar, de fato, todos os impactos da pandemia nas indústrias têxteis no Brasil. No entanto, estimativas apontam que, pelo menos, 97% de todo o setor nacional já tenham sentido as consequências da crise.

Além disso, uma das principais perspectivas para 2020 nas indústrias têxteis era a de surgir novos estímulos para a obtenção de crédito. Porém, com o avanço da pandemia e com a reformulação emergencial dos planos econômicos do governo, especialistas do setor não acreditam mais nessa possibilidade, pelo menos em curto prazo.

Há previsões positivas para a indústria têxtil em 2020?

As perspectivas para 2020 nas indústrias têxteis podem não ser exatamente as mesmas previstas antes da pandemia, mas apesar de toda a crise, há sim uma luz no final do túnel.

A consultadora no Senai Cetiqt, Michelle de Souza, acredita que os impactos da pandemia no setor podem proporcionar uma nova revolução das tecnologias 4.0 nas indústrias têxteis, o que ajudaria a enxugar diversos custos e reduzir os riscos de paralisação por conta da doença.

Ela ainda reforça: “A ideia é ter tecnologia suficiente no parque produtivo, para que a direção não precise estar lá ‘full time’ (o tempo todo)”.

Além disso, as estratégias para enfrentar, ou até mesmo, reverter os impactos da pandemia nas indústrias têxteis não param por aí. Com a necessidade do isolamento social, muitos hábitos de consumo também têm se transformado durante este período e a participação online das empresas tem aumentado consideravelmente por conta disso.

Uma excelente oportunidade de adaptação ou reinvenção na abordagem e venda pela internet, como têm aproveitado diversos empreendimentos de diferentes setores.

Quais são os desafios para cumprir as perspectivas para 2020 nas indústrias têxteis?

Além de todos os desafios que já eram previstos para 2020, como a mudança de crédito, aumento das produções de algodão nas lavouras, otimização do comércio exterior e da geração de novos empregos, as indústrias têxteis têm mais uma etapa a vencer no ano: a de se reinventarem durante o período de pandemia.

E como isso pode ser feito? Como bem vimos ao longo do artigo, apesar da crise, oportunidades devem surgir e a necessidade de adaptação e inovação se faz mais do que necessária nesse momento de turbulência.

Entre todas as infinitas possibilidades, indiscutivelmente, a que mais se destaca é a de uma “revolução” tecnológica nas indústrias têxteis e isso deve começar agora.

Com isso, é imprescindível que os empreendimentos comecem a rever os seguintes fatores:

  • Investimento em novas tecnologias de gestão;

  • Automatização das linhas de produção;

  • Aumento da participação online não somente no e-commerce, mas em todas as áreas do marketing;

  • Reformulação das estratégias online (comunicação, vendas, inbound marketing etc.).

Em resumo, essas são algumas das novas perspectivas para 2020 nas indústrias têxteis no Brasil, tendo em vista toda a mudança recente nas previsões e expectativas de especialistas, por conta da inesperada pandemia de Coronavírus.

Porém, vale ressaltar que, apesar dos pesares, o setor têxtil tem pela frente algo muito além de um desafio, mas também se vê com uma grande oportunidade de se reinventar e sofrer uma verdadeira revolução 4.0.

Se você quer saber mais como cumprir todas essas perspectivas nas indústrias têxteis e começar essa nova “revolução” na prática, não deixe de ler também nosso próximo post e saiba tudo sobre o Marketing 4.0 aplicado ao setor de produção e como aumentar suas vendas com essas estratégias.

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Como a realidade aumentada auxilia no desempenho das máquinas industriais

Como a realidade aumentada auxilia no desempenho das máquinas industriais

A revolução da indústria 4.0 já é realidade nas fábricas de todo o mundo. O novo meio de integração operacional é capaz de aumentar drasticamente a produtividade, melhorar todos os processos e entregar com maior velocidade os produtos para os clientes.

Assim como a produção, a tecnologia industrial auxilia também no desempenho das máquinas industriais antes, durante e depois do funcionamento trocando informações de forma autônoma.

O responsável por fazer os equipamentos mais eficientes é a realidade aumentada, que consegue dar informações aos operadores, prevendo o desempenho das máquinas e quanto elas podem ser produtivas, inclusive de falhas e quebras do equipamento.

O que é realidade aumentada?

Essa tecnologia nada mais é que um ambiente imersivo criado por softwares de computador que integram o mundo real ao digital. Muito conhecidos nos aplicativos de smartphones, a realidade aumentada desses programas fazem a leitura de adesivos no local que tenha conexão à internet.

Com essa imersão, é possível haver uma interatividade entre os dois mundos desempenhando inúmeras atividades.

Na indústria, essa tecnologia auxilia nas informações do funcionamento das máquinas, como a produção, a integridade da máquina, e os seus limites para os operadores, dando uma maior eficiência na utilização dos equipamentos industriais.

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Como funciona

As etiquetas que são colocadas para a leitura tem o QR code, que após a leitura, há a imersão dos dois mundos. Quando aplicado aos equipamentos, ele dá uma série de instruções de troca de peças, quando ela deve acontecer através de animações, que surgem na tela para demonstrar os passos. Com apenas uma ou mais fotos, o processo fica muito mais ágil de resolução, do que os velhos métodos de anotações em planilhas.

Para que a imersão aconteça, é necessário uma câmera ou dispositivo reprodutor de imagens que são capazes de transmitir imagens do objeto real, precisa também de software que interpreta a transmissão do sinal pela câmera.

Realidade Aumentada X Realidade Virtual

Um grande número de empreendedores que desejam entrar no segmento de automação industrial tem dúvidas e até confundem os dois termos.

Ambos têm similaridades de integração, porém, os objetivos são diferentes. Por um lado, a realidade aumentada atua na conexão entre mundo real e virtual no local em que você se encontra, podendo se interagir de maneira que quiser. Ou seja: a pessoa está no mundo real, com informações virtuais.

Já a realidade virtual transfere a pessoa para um outro local, como os simuladores de vídeo-games e de montanha russa, que nos faz sentir como se estivéssemos dentro do ambiente, entretanto, a movimentação é limitada e robotizada. Entendidos os dois conceitos, está na hora da aplicação no setor industrial.

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Realidade aumentada nas máquinas

Com os equipamentos que integram esse tipo de tecnologia, é possível prever uma série de ações sem precisar de manuais ou de instruções de terceiros. Mas, pode parecer estranho no primeiro momento, por isso, as empresas devem aplicar os procedimentos para melhorar a qualidade na linha de produção. Os maiores benefícios são:

Treinamento: todo equipamento quando chega a fábrica precisa de profissionais preparados. No caso da realidade aumentada, é preciso fazer muitas simulações e atividades na prática;

Locais dos itens: a realidade virtual consegue indicar onde fica determinado equipamento e outros itens a disposição;

Reconhecimento: é possível conhecer as peças usadas e o padrão de funcionamento, prevendo determinados movimentos antes de alcançar o equipamento;

Imagens: a partir da sobreposição de imagens, os técnicos têm mais facilidade para ver as máquinas por dentro, melhorando a agilizando a manutenção;

Conforto: para ter acesso virtual aos equipamentos, basta o uso de um smartphone e tablet para analisar e resolver os problemas nas máquinas;

Processamento: com a tecnologia de realidade aumentada, todo processo passa a ser informado e coletado em tempo real, sem a necessidade de outros equipamentos específicos de medição. Além disso, é possível o acesso de um especialista remotamente, que com apenas um dispositivo, consegue resolver os problemas de manutenção;

Redução de custos: usando um menor número de equipamentos e facilitando os processos, é natural que haja uma melhoria operacional com uma grande redução nos custos, pois todas as instruções são previamente informadas pelo software.

Os resultados

A presença dessa tecnologia é capaz de abrir uma nova dimensão na maneira como as tarefas são realizadas, tanto das pessoas, quanto as executadas pelas máquinas. Graças a interação entre o mundo real e o virtual.

Em média, a diminuição de trabalho na produção das peças e do funcionamento é de 30%. Por isso, a lucratividade do setor supera a casa dos bilhões de dólares, se tornando uma sensação em todas as indústrias.

Em resumo

A realidade aumentada é um dos braços da indústria 4.0, junto com a internet das coisas e a automação industrial, consegue fazer a integração eficiente de máquinas e pessoas visando a melhor produtividade.

Essa tecnologia consegue ajudar todos os funcionários em todos os processos, desde os mais simples, como acionamento da máquina, até os mais complexos, como a regulagem satisfatória dos equipamentos, usando apenas aplicativos de smartphones.

Pela redução de custos e aumento da produtividade, a realidade aumentada está cada vez mais fazendo parte da realidade das empresas, ajudando tanto os empreendedores, quanto colaboradores.

Você se interessou pelo assunto? Tem alguma dúvida? Deixe o seu comentário abaixo ou entre em contato conosco pelo portal Soluções Industriais!

Realidade Aumentada

Entenda como anda o setor da indústria alimentícia no Brasil

Entenda como anda o setor da indústria alimentícia no Brasil

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), a indústria alimentícia no Brasil terá um crescimento de 2,5% a 3% em 2019, índice bastante positivo para a área.

Esse crescimento mostra que, mesmo tendo apresentado perda relativa de importância nas últimas décadas, a indústria alimentícia no Brasil ainda conserva um peso significativo no ramo industrial, gerando empregos, contribuindo com as exportações e alimentando milhares de brasileiros.

Mas, apesar das expectativas serem muito positivas, esses números não significam que não há desafios a serem superados.

Por isso, é importante que os líderes do setor conheçam os desafios e oportunidades dentro do setor, motivando um crescimento da indústria alimentícia no Brasil mais sustentado e com resultados positivos contínuos.

Para entender melhor este setor, acompanhe o conteúdo com a gente!

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Panorama do setor da indústria alimentícia no Brasil

O ano de 2019 já passou da sua metade, mas tudo indica que as estimativas do início do ano, que eram bastante otimistas, estão se confirmando.

Puxada por indicadores econômicos, pela elevação nas exportações e pela retomada do mercado interno, a aguardada retomada do crescimento do setor alimentício brasileiro enfim começa a mostrar resultados. As estimativas indicam que no ano de 2019 a indústria alimentícia do Brasil terá um crescimento que tende a variar entre 2,5% a 3%.

Além disso, há outras estimativas que mostram a recuperação do setor. As vendas reais, por exemplo, devem aumentar de 3% a 4% quando comparado ao ano de 2018.

As exportações também tendem a se elevar, podendo chegar aos US$40 bilhões, ou seja, movimentando mais de US$109,59 milhões por dia. Já o emprego será outro beneficiado, em 2018 foram geradas cerca de 13 mil novas vagas de trabalho e a expectativa para 2019 é que esse número chegue a 40 mil novas vagas.

Diante desse otimismo, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), João Dornellas acredita que os resultados do ano de 2019 pode superar até as expectativas mais animadoras.

A melhora no poder aquisitivo da população, aliada à inflação controlada e ao crescimento econômico, são fatores capazes de incentivar uma taxa de crescimento ainda mais acentuada podendo, inclusive, superar o desempenho projetado para o PIB brasileiro”, prevê Dornellas.

Apesar das ótimas expectativas, há ainda muitos desafios

Como já visto, as estimativas para a indústria alimentícia no Brasil em 2019 são bastante otimistas. Mas ainda há muitos desafios que precisam ser superados para que as estimativas se confirmem.

No mundo todo, a indústria de alimentos costuma ser bastante dinâmica, passando por inúmeras transformações a fim de acompanhar as maiores tendências relacionadas ao setor. O Brasil apresenta o mesmo dinamismo.

Nesse sentido, é necessário que a indústria alimentícia do Brasil conheça os desejos, prioridades e objetivos do consumidor do mercado interno e externo, pautando suas ações para cumprir essas novas demandas de consumo dentro de um cenário altamente competitivo.

A burocracia em excesso, o ainda ineficiente serviço de fiscalização sanitária e o imenso desperdício nas fases de produção em geral, fabricação e distribuição são outros importantes obstáculos que a indústria alimentícia brasileira precisa vencer.

Superar tais desafios significará avançar dentro do setor, além de melhorar o potencial de competitividade das indústrias.

Prioridades da indústria alimentícia brasileira

Baseado no contexto de intensa preocupação com os desejos do consumidor, a indústria alimentícia no Brasil deve se pautar em algumas prioridades diretamente ligadas às novas demandas de consumo em um cenário de alta competitividade.

Tais prioridades terão relação com a saudabilidade e redução de açúcares, ampliação do portfólio “saudável” e elevação dos investimentos em P&D e em marketing.

  1. Redução de açúcares é pauta central dentro do setor

A busca por uma alimentação mais saudável tem orientado as empresas alimentícias em todo o mundo. No Brasil, não é diferente e a redução de açúcares se tornou uma importante pauta. Por isso a indústria alimentícia no Brasil, em parceria com o ministério da saúde, elaborou o Plano de Redução de Açúcares.

Esse plano visa a retirada gradual de açúcares de categorias de alimentos industrializados, divididas em 5 categorias: bebidas adoçadas; biscoitos; bolos e misturas para bolos; achocolatados em pó e; produtos lácteos.

  1. Ampliação do portfólio baseado na saudabilidade

Ainda considerando a alimentação saudável, a indústria alimentícia no Brasil tem se mostrado comprometida em promover ações mais concretas no combate a obesidade. Por isso, investem na inovação do seu portfólio e adequação às necessidades atuais do consumidor.

Tais indústrias começam a realizar diversas mudanças que passam por:

  • Alterações no perfil nutricional:
  • Porcionamento dos produtos; e
  • Redução voluntária de sódio, gorduras trans e açúcares.

Essa é uma ação voluntária do setor, que já retirou 310 mil toneladas de gorduras trans dos alimentos e, de forma gradual, 17 mil toneladas de sódio em 35 categorias de alimentos industrializados e as expectativas de retirada são ainda maiores para os próximos anos.

  1. Investimento em P&D em inovação e marketing

Na atualidade, vem sendo cada vez maior a busca por alimentos que contribuem para a saúde dos olhos, outros para o fortalecimento da memória e os que ajudam na redução do colesterol e controle da pressão arterial.

Para atender esses consumidores, o investimento, por parte da indústria alimentícia no Brasil, deve se basear na área de P&D para a criação de produtos cada vez mais inovadores e alinhados com as tendências mundiais de consumo.

Aliado ao desenvolvimento de novos produtos as indústrias precisam investir em marketing dentro do setor de alimentos. Tais investimentos em marketing devem se basear em:

  • Comunicação personalizada e integrada, conhecendo o consumidor;
  • Máxima transparência;
  • Maior interação digital com o consumidor, via mídias online e força do conteúdo;

Por fim, é sempre importante lembrar que entender o comportamento do consumidor será sempre fundamental para que a indústria alimentícia no Brasil cresça de forma sustentada e supere as expectativas.

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